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Narval ou Unicórnio-do-mar (Monodon monoceros)

Narval

Narval

O narval, uma baleia também conhecida como unicórnio-do-mar, estaria em risco de desaparecer, indicou um estudo publicado.
O narval é conhecido cientificamente como  Monodon monoceros. Os machos da espécie apresentam um dente incisivo esquerdo
espiralado de até 3 m de comprimento.
Segundo a AP, a relação publicada na revista Ecological Applications colocou o narval em primeiro lugar entre os animais
marinhos do Ártico que sofrem riscos de extinção com as mudanças climáticas.

O Narval tem coloração meio acinzentada, não tem a nadadeira dorsal dos golfinhos mede 4,5m e pesa 1,5 tonelada.
A presa do macho do narval é fonte de marfim de valor comercial e constitui um atrativo à caça da espécie. Cerca
de um macho em 500 tem duas presas em vez de uma. Isso pode custar a extinção do animal já que a espécie, hoje,
está mais ameaçada de extinção do que o urso polar.
Para o animal, é uma fonte sensorial excepcional.
Uma equipe de pesquisadores da Universidade de Harvard descobriu, em testes, que 10 milhões de terminações nervosas
saem do centro da presa em direção à sua superfície, em contato com o mundo exterior. Os cientistas dizem que os
nervos são capazes de detectar mudanças sutis de temperatura, pressão, gradientes de partículas e provavelmente
muito mais, dando ao animal uma percepção única. Como eles têm o costume de erguer as presas no ar, os cientistas
imaginam que elas poderiam servir como estações meteorológicas sofisticadas, permitindo que os bichos farejem mudanças
de temperatura e pressão ligadas à chegada de frentes frias e ao congelamento de canais em meio ao gelo.

10/07/2009 Posted by | "bichos" Estranhos | , , | Deixe um comentário

Turu, Teredo ou bicho do pau…

Tronco com Turus

Tronco com Turus

O turu é um molusco que vive em árvores em estado de putrefação, ou podres, em locais como a Amazônia e a Ilha de Marajó. São como os caranguejos dos mangues de Pernambuco: vivem apenas em troncos apodrecidos e é preciso se enfiar na lama para apanhá-los. Outros peixes exóticos, como o tralhoto (ou quatrolho), podem ser encontrados no mangue amazônico.
O molusco é apanhado diretamente do tronco:  Os ribeirinhos cortam os troncos podres e os turus saem para a superfície. Assemelham-se a macarrões do tipo spaguetti ou a minhocas de maior porte. Ou, se você não sentir nojo, parece-se mesmo é com uma lombriga branca e leitosa. Assim que a moradia do turu é devassada, o molusco morre. Mas certamente o são, pois chamam a atenção pelos prejuízos que podem causar perfurando o casco de embarcações. São como cupins de madeira molhada.

Fora os estragos que pode causar, o turu é um alimento e tanto. Além de ser apreciado como afrodisíaco, de novo como a ostra – não descobri qual substância referenda a fama-, ele é riquíssimo em cálcio, talvez porque tenha que secretar esta substância para “cimentar” o túnel calcário onde se aloja. Só para se ter uma idéia, a ostra tem 6 mg de cálcio/100 g ante 153 mg do turu. O leite, melhor fonte deste mineral, tem 113 mg por 100 g.  Sem falar no ferro. Apesar de branquinho como leite, nunca vi alimento algum com tal quantidade de ferro – 55 mg por 100 g (o fígado de boi cozido tem 6,29 mg/100 g). Se a tabela está certa e me pareceu fonte segura, que botem turu na merenda escolar para acabar com a anemia infantil. É claro, tem que estudar biodisponibilidade e tal, mas, num primeiro momento, o dado é convidativo. E quer mais? Baixíssimo valor calórico e quase nada de gordura. Idéia para aqueles cardápios do tipo “perca 7 quilos em uma semana” com turu!

30/06/2009 Posted by | "bichos" Estranhos | , , | Deixe um comentário